sábado, 14 de junho de 2014

Confirmado como candidato, Skaf vê polarização entre PMDB e PSDB

Presidente licenciado da Fiesp terá José Roberto Batochio (PDT) como vice.
Skaf criticou Geraldo Alckmin e propôs fazer 70 km de Metrô em São Paulo.

Kleber TomazDo G1 São Paulo
O vice-presidente Michel Temer e Paulo Skaf, eleito o candidato do PMDB para disputar o governo de São Paulo (Foto: Kleber Tomaz/G1)O vice-presidente Michel Temer e Paulo Skaf, eleito o candidato do PMDB para disputar o governo de São Paulo (Foto: Kleber Tomaz/G1)
O presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo(Fiesp), Paulo Skaf, de 58 anos, foi confirmado neste sábado (14) como o representante do PMDB na disputa pelo governo paulista nas eleições deste ano. Seu vice será José Roberto Batochio, do PDT. O Pros é o terceiro partido da aliança.
Na opinião de Skaf, seu partido vai polarizar a eleição para o governo do estado com o PSDB. "Hoje o PMDB e o PSDB se polarizaram. Eu creio que nós temos esses três meses próximos para que as coisas se definam no dia da eleição", disse Skaf, citando pesquisa do Datafolha, que neste mês mostrava o peemedebista em segundo lugar nas intenções de voto (leia mais abaixo). "Já quebramos uma tradição, pelo menos nesse momento, segundo a fotografia das pesquisas".
Ainda segundo Skaf, seus principais concorrentes ao Palácio dos Bandeirantes em São Paulo são: o candidato petista Alexandre Padilha e o governador pessedebista Geraldo Alckmin, que busca a reeleição. "Há três candidaturas que são independentes e são adversárias", disse. "Em São Paulo, o PMDB, a nossa candidatura, tem dois principais adversários: um é o PT, e o outro é o PSDB".
Mas de acordo com Skaf, eles não são inimigos. O candidato do PMBD explicou que tem bom relacionamento tanto com o ex-ministro da Saúde, Padilha, quanto com o atual governador paulista, Alckmin. "Há três principais candidaturas que são adversárias. Não são inimigas, mas são adversárias".
A confirmação de que Skaf será o candidato do partido ocorreu durante a convenção estadual do PMDB num centro de eventos na Barra Funda, Zona Oeste da capital, que reuniu quase 8 mil pessoas, segundo os organizadores. Skaf foi eleito com 596 dos 599 votos possíveis.
PMDB x PT
Para disputar o governo estadual de São Paulo, o PMDB não manterá a aliança que tem como o PT na esfera nacional _o vice-presidente da República é o pemedebista Michel Temer e a presidente é a petista Dilma Rousseff (PT). Enquanto o padrinho de Skaf ao governo paulista é Temer, Dilma poderá ser a madrinha de Padilha na corrida ao Palácio dos Bandeirantes.

Michel Temer esteve presente ao evento que oficializou o nome de Skaf como candidato do PMDB ao governo paulista. Questionado se ele pretende buscar apoio do PT num eventual segundo turno entre Skaf e Alckmiin, o vice-presidente respondeu que "estamos todos juntos [com o PT] na área nacional", disse. "Agora, evidentemente, aqui em São Paulo há uma divisão e o eleitor vai decidir."
"Nós temos que estadualizar a eleição. Em São Paulo, o PT tem uma candidatura que é adversaria do PMDB. Eu creio que vamos fazer aqui é lutar por total independência para ganharmos as eleições seja do PT ou do PSDB", completou Temer.
Ele afirmou que a campanha será propositiva e que Skaf tem feitos reconhecidos. "Paulo Skaf sempre foi um homem de propostas em áreas sensíveis, como segurança, saúde e educação. Ele já tem feito muito pelo sistema Sesi-Senai. Vamos fazer uma campanha voltada para São Paulo", disse Temer.
Também membro do PMDB, o deputado federal Gabriel Chalita afirmou que Skaf é o melhor nome para São Paulo. "Ele é fazedor e batalhador".
Intenções de voto
Pesquisa Datafolha divulgada no dia 7 no site do jornal "Folha de S. Paulo" apontou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), com 44% das intenções de voto na corrida para a reeleição neste ano. Ele venceria a disputa no primeiro turno se os adversários fossem Paulo Skaf, Gilberto Kassab (PSD) e Alexandre Padilha.
O segundo colocado na pesquisa, o presidente da Fiesp aparece com 21% das intenções de voto. O terceiro, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, tem 5%. O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha aparece com 3%.
No levantamento anterior, realizado nos dias 28 e 29 de novembro de 2013, Alckmin tinha 43%, Skaf, 19%, Kassab, 8%, e Padilha, 4%.
Veja os números do Datafolha para a pesquisa estimulada:
Geraldo Alckmin (PSDB) - 44% das intenções de voto
Paulo Skaf (PMDB) - 21%
Gilberto Kassab (PSD) - 5%
Alexandre Padilha (PT) - 3%
Brancos e nulos: 16%
Não sabe: 10%

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